Com uma despesa fixada para este ano em R$ 322.346.656,90, a Assembleia Legislativa da Paraíba deixa muito a desejar no quesito transparência pública. A começar pelo valor do salário dos deputados que é informado incorretamente na página oficial do Poder Legislativo.

De acordo com a lei 10.435/2015, o subsídio mensal de um deputado estadual paraibano está fixado em R$ 25.322,00, contudo o site informa que um parlamentar percebe apenas R$ 20.042,00.

Ainda de acordo com a mencionada norma, o Presidente da Assembleia Legislativa tem um subsídio mensal de R$ 37.983,00 decorrente da aplicação de 50% sobre o salário dos demais deputados.

Desatualizado e com um conteúdo de difícil compreensão, a principal ferramenta de acompanhamento e controle social da atividade parlamentar presta um desserviço à população paraibana ao trazer informações incompletas e/ou incorretas.

Além desta ferramenta, o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo, uma ferramenta que também deveria trazer informações minuciosas sobre projetos, leis e normas, não detalha o andamento de resoluções basilares da Casa de Epitácio Pessoa.

Se o cidadão sente dificuldades em fiscalizar o andamento nos trabalhos da Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas há meses requisita uma relação nominal dos prestadores  de  serviços,  com  CPF,  alocados  em  cada Gabinete  Parlamentar  que  integram  o  Programa  de Apoio  ao  Exercício  do  Mandato  Parlamentar  (Resolução  nº  1.685/2016),  com  respectivas  remunerações  e eventuais  deduções  de  tributos  (impostos  e/ou  contribuições  previdenciárias),  no  mês  de  novembro  de  2018.

A Corte de Contas ainda deseja obter cópias dos processos de prestação de  contas  referentes  ao  pagamento  da  Verba Indenizatória  de  Apoio  Parlamentar correspondentes  às  NEs  nºs  1742  a  1744,  1758,  1827,  1830,  1832, 1834 a 1845, 1847, 1849, 1851, 1852, 1875, 1879, 1884, 1886 a 1888, 1894, 1900 a 1903 e 1910.

A população paraibana espera que a Mesa Diretora eleita para o próximo biênio dê mais transparência ao processo legislativo e possibilite um exercício pleno da cidadania no Estado. Afinal, a conclusão que se chega, diante dos fatos expostos, é que esse item não foi contemplado na atual gestão.

Da redação

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