O jornalismo na web não deve repetir a fórmula do modo de produção e comentário de notícias no rádio. O internauta acessa um conteúdo em busca de formação de opinião e merece ser dispensado das formas rebuscadas e de uma falsa popularização na fala adotada pelos profissionais que seguem receitas técnicas sem reflexão sobre suas práticas carcomidas.
A simples transposição para a plataforma virtual do conteúdo veiculado em emissoras de rádio ou televisão não passa de mero artifício para preencher espaço. O internauta não merece isso. Ao contrário, o wejornalismo tem potencialidades e pode adotar multiformas de trazer os discursos ou até mesmo um discurso único com argumentos claros e sem subterfúgios.
Há direito legítimo, e necessidade premente, em ser um profissional multimodal. Todavia, a comunicação reclama uma atualização que da parte do empresariado ainda não foi enxergada. Ademais, a utilização de instrumentos estatísticos e de pesquisas de opinião que possam ser confrontadas com as práticas e corajosamente sirvam de parâmetro para a reelaboração de um novo perfil profissional é deveras urgente.
Geovanne Santos é mestrando em Desenvolvimento Regional pela UEPB.
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