O ponto de partida da CPI foram os quatro ministros que atuaram na Saúde desde o início da crise sanitária. O rol de testemunhas começou com Luiz Henrique Mandetta, que esteve à frente da pasta até abril de 2020.

O depoimento dele revelou à comissão que auxiliares do presidente Jair Bolsonaro promoveram uma reunião no Palácio do Planalto para tentar alterar a bula da cloroquina por meio de um decreto. A intenção era incluir o tratamento da covid-19 entre as indicações previstas para o medicamento.

Mandetta também trouxe à tona a existência de um “assessoramento paralelo”, que orientava Bolsonaro em questões ligadas à pandemia. Embora divida a opinião de senadores governistas e da oposição, o tema será explorado com os depoimentos de novas testemunhas nas próximas fases do inquérito.

O ex-ministro Nelson Teich, que ocupou a pasta entre abril e maio de 2020, admitiu ter deixado o governo por falta de autonomia e por divergências sobre o uso da cloroquina em pacientes com covid-19. O atual ministro, Marcelo Queiroga, evitou responder perguntas relacionadas ao “tratamento precoce” contra o coronavírus. Mas reconheceu que o Brasil não contratou o número de vacinas anunciadas pelo governo federal.

Agência Senado

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