A vereadora Waléria Assunção mostrou o abandono da construção do Parque Linear Severino Cabral que, apesar do alto valor investido e da importância da obra para a mobilidade, o lazer e a qualidade de vida da população da Ramadinha e de toda a região, continua sem trabalhadores, equipamentos ou qualquer avanço perceptível, gerando indignação entre moradores da região.
A obra teve início em 12 de agosto de 2024 e, de acordo com o cronograma oficial, deveria ser concluída até 24 de setembro de 2025.
O projeto também prevê obras da rede de esgotamento sanitário da Bacia III do Bodocongó, de um campo de futebol e a construção de uma creche, e sua paralisação gera ainda mais prejuízos, já que a população deixa de contar não apenas com um espaço de lazer e mobilidade, mas também com um equipamento essencial para a educação infantil e o apoio às famílias da comunidade.
Segundo Waléria, o cenário encontrado contrasta com o discurso oficial da gestão municipal, que anuncia investimentos e prazos, mas não garante à população informações claras sobre o andamento físico das obras. “O que vemos é mato crescendo, estruturas paradas e nenhuma explicação concreta para a comunidade. Mesmo com recursos públicos já destinados, o espaço segue sem avanço nas obras”, afirmou a parlamentar.
A situação do Parque Linear da Ramadinha não é um caso isolado. Na publicação feita pela vereadora em suas redes sociais, diversos internautas aproveitaram para relatar outros exemplos de obras espalhadas pela cidade que estariam paralisadas ou caminhando de forma extremamente lenta, reforçando o descaso da gestão municipal com a execução e a fiscalização dos serviços.
Waléria Assunção destacou que a preocupação vai além do cumprimento formal de prazos. Para ela, a ausência de trabalhadores, o aspecto de abandono e a falta de informações atualizadas indicam problemas de planejamento, acompanhamento e transparência por parte da Prefeitura. “Obra pública não é só placa. É execução, é presença no território e é respeito ao dinheiro do povo”, pontuou.
A vereadora encaminhará ofício solicitando esclarecimentos à secretaria responsável sobre os recursos que foram empenhados e o motivo de os prazos não terem sido cumpridos. Assim que o recesso da Câmara for encerrado, ela fará requerimento à secretária municipal responsável pela obra. “Campina Grande merece uma resposta, e as obras anunciadas precisam chegar, de fato, à população. Quem perde com a paralisação e o abandono é sempre o povo. Nosso papel é denunciar, cobrar e defender o interesse público”, concluiu.
Da redação com Ascom
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